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Crédito Educativo permite acesso de um maior número de pessoas ao ensino superior

Sistema de análise de crédito possibilita uma melhor avaliação dos estudantes que solicitam bolsas e financiamentos educativos

As instituições de ensino superior do Brasil são, em sua maioria, privadas. E as poucas instituições públicas possuem um menor número de vagas, o que acaba limitando o acesso a elas, na maioria das vezes, a pessoas de famílias privilegiadas e que se esforçaram muito no ensino fundamental e médio ou que tiveram a oportunidade de se dedicar integralmente ao estudo visando o ingresso em uma concorrida universidade pública.

Baseado no princípio de que o mérito não está relacionado com a condição social, mas com oportunidades fornecidas, é primordial que existam mecanismos de democratização do acesso à educação, a fim de propiciar, ao maior número possível de estudantes, a permanência e a conclusão do ensino superior, contribuindo na formação de uma massa de profissionais razoavelmente qualificados, úteis e atuantes para o desenvolvimento do país.

Para obter esta conquista, não basta apenas dedicação por parte do interessado, é preciso um investimento financeiro em mensalidades durante vários anos, do qual boa parte dos candidatos não tem disponibilidade. Além disso, após entrar na faculdade ou no curso técnico, o estudante também precisa arcar com despesas de livros, material escolar, uniformes, alimentação, transporte, moradia, entre outras necessidades. A iniciativa de instituir meios de acesso à formação acadêmica de uma parcela da população que, de outro modo, não teria uma boa educação, contribui para estruturar um nível nacional contínuo de maior capacitação profissional, adequado a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, e auxilia na redução da porcentagem de pobreza no país.

Pensando de modo geral, a educação no Brasil hoje é muito mais acessível do que há dez anos. Isto porque o governo – através de programas de cunho eminentemente social – e algumas empresas privadas – que perceberam no desejo de alcançar um diploma superior uma oportunidade de conquistar um atraente grupo de clientes, geradores de negócios rentáveis – iniciaram conjuntamente um empenho para atender à necessidade do financiamento educativo, valioso para pessoas de baixa renda que sonham e precisam de um diploma superior para melhorar suas chances na busca de bons empregos.

Nas últimas décadas foram instituídos inúmeros programas para atender àqueles que não têm recursos para pagar um curso superior e o principal deles é o FIES, criado em 1999 para financiar estudantes carentes. Na mesma linha, surgiu em 2004 o PROUNI, destinado à concessão de bolsas para alunos comprovadamente carentes, oriundos de instituições públicas e submetidos ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). E entre as iniciativas de empresas privadas, podemos citar a Fundação APLUB de Crédito Educativo, criada em 1976.

O financiamento educativo, independente se promovido pelo governo ou pela iniciativa privada, concede entre 50% e 100% dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino e varia conforme a renda familiar do estudante. Após a conclusão do curso, o recém formado, provavelmente já formalmente empregado e munido de todos os benefícios que a lei trabalhista pode proporcionar, terá uma carência de 18 meses para iniciar o pagamento do financiamento.



Os processos de inscrição e seleção para esta modalidade de financiamento são realizados pelas próprias instituições de ensino superior conveniadas com os programas e devem obedecer a critérios de seleção impessoais e objetivos, além de garantir prioridade no atendimento aos estudantes de situação econômica menos privilegiada. Mais além, o financiamento educativo tem como premissa atender a população com efetividade e destinar e distribuir os recursos de forma justa e igualitária.

Apesar dos benefícios que esses programas trazem aos estudantes, é alto o índice de inadimplência, são muitos os pedidos de renegociação da dívida e inúmeros os processos que chegam à Justiça questionando as formas de pagamento de um curso, bem como as taxas de juros e a cobrança de mensalidades. A despeito do caráter de incentivo social destes programas, tanto governamentais quanto privados, o cumprimento pontual das obrigações por parte dos estudantes permanece sendo condição essencial para a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro dos programas, tal qual o é em qualquer financiamento bancário.

Assim, nota-se uma crescente preocupação por parte das instituições de ensino – responsáveis pela seleção dos financiados, porém não munidas da mesma experiência de bancos ou agentes financeiros – em realizar uma análise de crédito consistente. E para isto, é necessário comprovar a idoneidade cadastral do candidato, garantir seu potencial de pagamento futuro, avaliar as características do fiador apresentado (responsável pela dívida, caso o contratado não consiga pagá-la), analisar a consistência de um grupo solidário de estudantes financiados (reunidos em grupo de três a cinco participantes, quando for esta a modalidade de garantia escolhida) e, ainda por cima, assegurar, em contrapartida, boas notas por parte do aluno (exigência dos programas de financiamento oferecidos pelo governo para a continuidade no programa).

Pensando na comodidade e facilidade de todos os seus participantes, esses programas de incentivo de acesso ao ensino superior são baseados em um alto padrão tecnológico. Praticamente todas as operações do processo, iniciando-se pela adesão das instituições de ensino, passando pela inscrição dos estudantes, divulgação dos resultados e entrevistas, são realizadas pela Internet.

Todas estas características, além da necessidade de garantir confiabilidade e transparência, fazem do software Crivo uma ferramenta ideal para suportar o processo seletivo dos candidatos ao financiamento estudantil. Sua capacidade de coletar e processar informações valiosas na tomada de decisão mostra-se bastante pertinente e pode trazer o diferencial de uma análise automatizada para as instituições de ensino superior.

Dentre os benefícios promovidos pelo sistema de análise de crédito para o financiamento estudantil estão:

1. Estimativa apropriada de renda (individual, familiar ou relacionada ao fiador), baseada em dados confiáveis como os da Receita Federal, entidades de classe profissional, região do país, classificação do tipo de conta bancária, entre outras características;
2. Análise de informações de consumo de serviços como energia elétrica e água;
3. Verificação da existência de elegibilidade ao Programa Bolsa Família;
4. Conhecimento da distância a ser percorrida no trajeto residência/trabalho/universidade, minimizando o risco de evasão escolar causada por deslocamentos impraticáveis no dia a dia;
5. Possibilidade de analisar conjuntamente as informações de diversas pessoas corresponsáveis financeiramente pelo contrato, tais como pais, fiadores e devedores solidários;
6. Atribuição de uma classificação econômico-social aos candidatos e suas famílias, permitindo assim a verificação automática do enquadramento a certas exigências legais, como a obrigatoriedade de apresentação de fiadores (dispensada por incompatibilidade com a realidade social de alunos que tenham renda familiar de até um salário mínimo);
7. Possibilidade de automação das regras de elegibilidade ao programa promovido pelo governo (FIES) tais como ter feito o Enem no ano anterior e obtido um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas do exame e pelo menos nota mínima na redação, ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.
8. Análise das informações relativas ao histórico escolar anterior dos candidatos, bem como as notas obtidas no ENEM, possibilitando a implementação de um modelo de previsão para o comportamento futuro de aquisição de notas e frequência do estudante, já cursando o ensino superior.


 

 

 


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